Portal SBT | O Melhor Do SBT Você Encontra Aqui!: # O Maior Brasileiro: Juscelino Kubitschek vence Pelé e se torna semifinalista no programa.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

# O Maior Brasileiro: Juscelino Kubitschek vence Pelé e se torna semifinalista no programa.


Na noite desta quarta, 22 de agosto, Carlos Nascimento comandou mais uma eliminatória em O Maior Brasileiro de Todos os Tempos.

O jornalista anunciou o resultado da disputa entre Juscelino Kubitschek, representado no palco por Maria Estela Kubitschek, arquiteta, política e filha de JK, e Pelé, que teve como embaixadora a jornalista, colunista e santista Barbara Gancia.
Em 1902, o Brasil não tinha entrado definitivamente no século XX. Isso estava para mudar.

JK obteve a maior quantidade de votos e se tornou mais um semifinalista no programa. Ele irá disputar uma das semifinais comSantos Dumont.

CONHEÇA A TRAJETÓRIA DE JK

Juscelino Kubitschek nasceu em Diamantina, no interior de Minas. Mas foi na capital do estado que ele iniciaria a trajetória política que mudaria a cara do Brasil.

Um país que dependia da agricultura, principalmente da produção e exportação de café. Uma política dominada por oligarquias e militares. Assim era o panorama geral do Brasil antes de JK.

Ele começou seu plano de modernização por Belo Horizonte. Mudou a paisagem da cidade, revolucionou a cultura, e isso era só o começo. Como governador, desenvolveu a estrutura econômica, dando condições para o início da industrialização mineira.

Com tantos feitos em Minas Gerais, Juscelino pavimentou a estrada até a Presidência da República. Em 1956, começaram os anos Dourados do ‘presidente bossa-nova’. Agora, ele podia modernizar todo o país.

Entre outros feitos, trouxe para cá a indústria automobilística. Dentro de um Fusquinha, JK acenava para o progresso.

O governo JK influenciou até mesmo as artes. Sem a repressão e a censura, os artistas criaram a Bossa Nova, o Cinema Novo e aumentaram a produção literária.

E chegamos a Brasília. Com a construção da nova capital no meio do cerrado, JK mandou um recado para o mundo: o povo brasileiro é capaz de construir seu próprio futuro.


Ao final do seu governo, ele era presidente de um país com a produção industrial crescente, interligado por novas rodovias, que sofria menos com moléstias históricas, e era capaz de produzir mais petróleo e energia.

Com Juscelino Kubitschek, o Brasil entrou definitivamente no século XX.

LINHA DO TEMPO



O escritor Euclides da Cunha lançava Os Sertões, obra que evidenciou as diferenças sociais e políticas entre o litoral e o interior do nosso país. Neste mesmo  ano, nasceu o homem que tentaria aproximar estes dois Brasis tão distantes: Juscelino Kubitschek de Oliveira. 

Trabalhando à noite para estudar de dia, realizou o sonho de infância: em 1927, formou-se em Medicina na Universidade de Minas Gerais, com louvor. 

Em 1928, assumiu o cargo de professor assistente na faculdade de Medicina. E também abriu o seu primeiro consultório particular, onde sempre reservava tempo para atender os necessitados de graça.

Participou da Revolução Constitucionalista de 32 como capitão-médico da Força Pública. Em 1933, foi nomeado secretário executivo do governador de Minas Gerais.

Na campanha eleitoral de 34 foi eleito deputado federal. Três anos depois, foi cassado pelo Estado Novo.

Em 1940, JK chegou à prefeitura em Belo Horizonte e ficou conhecido como o Prefeito-furacão graças à rapidez e a quantidade de obras que realizou. Obras monumentais como o conjunto da Pampulha! Além de um marco modernista, também foi a primeira parceria de JK com o jovem arquiteto Oscar Niemeyer. 

Voltou ao Congresso como deputado federal eleito, em 1945. Em 1950 foi eleito governador de Minas Gerais, com o programa ‘binômio energia e transporte’.

Cinquenta anos em cinco. Com este slogan, JK chegou à presidência da República em 1956. No mesmo ano, iniciou os planos para construir Brasília, apesar das críticas e ataques da oposição.

Em 1960, Brasília é inaugurada. Diante do altar montado na Praça dos 3 Poderes, JK chorou de emoção.

Sua obra mais ambiciosa estava de pé. Entre chefes de estado, políticos e os calangos operários, ele era o orgulhoso pai da mais nova capital do mundo.


Em 1961, passou a faixa presidencial para Jânio Quadros e foi eleito senador.

Com o Golpe Militar de 64, seu mandato foi cassado e seus direitos políticos suspensos por dez anos.

Em 1967, regressa definitivamente ao Brasil, encerrando seu exílio, tornando-se empresário.

O governo ditatorial decretou o AI-5 que restringia a liberdade no país, em 1968. JK ficou sob prisão domiciliar por um mês.

Em 1972, JK voltou a visitar Brasília, onde fora proibido de entrar pela ditadura militar.

Trabalhando como crítico literário, em 1975 lançou seu próprio livro ‘Meu caminho para Brasília’. 

No dia 9 de agosto de 1976, um boato sobre a morte de JK correu o país. Mas, foi logo desmentido. Porém, apenas duas semanas depois a notícia se tornou verdade. Num terrível acidente na via Dutra, o Brasil perdia um dos seus maiores governantes. JK não teve tempo de ver a democracia, pela qual sempre lutou, ser restaurada no país.

* Fotos: Reprodução/SBT

O MAIOR BRASILEIRO DE TODOS OS TEMPOS
Toda quarta, às 23h30

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